TJ designa juíza auxiliar para 3ª Vara Criminal
O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná designou a juíza Deborah Penna, que atuava como substituta em três varas criminais de Londrina, como juíza auxiliar da 3ª Vara Criminal, onde tramitam os dois processos com 196 réus da Operação Publicano deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para investigar o esquema de corrupção na Receita Estadual de Londrina, com ramificações na alta cúpula do órgão, em Curitiba.
A portaria, assinada ontem pelo presidente do TJ, Paulo Roberto Vasconcelos, veio após declarações públicas do promotor Renato de Lima Castro, que atua na Publicano. Segundo ele, devido à importância do processo e a seu tamanho, seria necessário que o juiz natural da causa, Juliano Nanuncio, titular da 3ª Vara Criminal, atuasse exclusivamente nos processos sobre a Receita Estadual. Isso faria com que as ações tramitassem mais rapidamente. Processos com muitos réus que exigem, portanto, muitas citações e intimações e depoimentos de inúmeras testemunhas, por exemplo tendem prescrever antes mesmo de chegar ao final.
Embora a sugestão de Castro fosse de um juiz exclusivo para o caso, como decidiu a Justiça Federal em relação à designação exclusiva de Sérgio Moro para a Operação Lava Jato, não foi exatamente esta a decisão do TJ.
Conforme a assessoria de imprensa do TJ, Nanuncio não atuará apenas na Publicano, prática que não é adotada pela corte. "Quando as varas têm um número muito grande de processos, o Tribunal de Justiça pode designar juízes auxiliares para atender a demanda. Não designa especificamente para determinado processo ou operação, mas para auxiliar nos processos que tramitam na Vara, indistintamente", informou a assessoria. (L.C.)





