O Tribunal de Justiça deve votar hoje o recurso impetrado pelo Ministério Público Estadual para fazer valer a liminar (medida emergencial) que afastou o prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PTN), do cargo durante dois dias.
O futuro político de Pitta, que enfrenta um processo de impeachment na Câmara Municipal, depende hoje do voto de 2 dos 3 desembargadores da 4ª Câmara de Direito Público.
O único que já manifestou seu voto foi o desembargador José Clímaco de Godoy Filho, relator da matéria. Ele votou a favor da manutenção de Pitta no cargo.
Os desembargadores Roberto Soares Lima e Eduardo Braga devem se manifestar hoje, durante a sessão do Tribunal de Justiça, às 13h. Antes de manifestar seu voto, Braga pode pedir uma semana de prazo para revisar o processo movido contra o prefeito.
O Ministério Público Estadual defende que o afastamento do prefeito é fundamental para que as investigações não sofram interferências politicas.
A argumentação não convenceu Clímaco de Godoy, que informou que a manutenção do prefeito no cargo não prejudica o curso de investigação do processo.
Independente da decisão do agravo, o mérito da ação civil contra Pitta e contra seu credor, o empresário Jorge Yunes, ainda não foi julgado.
Yunes afirmou ter emprestado R$ 800 mil ao prefeito, que teve seus bens bloqueados pela Justiça em 1997.
Na ação, o Ministério Público pede a devolução de R$ 800 mil aos cofres públicos, a condenação dos dois à perda da função pública.
Marlene Beteghelli, secretária particular de Pitta, foi ouvida ontem em depoimento à polícia para explicar por que está lotada na Prodam, mas trabalha na prefeitura, em cargo de confiança.
A polícia suspeita que a Prodam (Companhia de Processamento de Dados do Município), que é investigada há quase um ano, seja usada para contratar funcionários com altos salários e desviá-los para outros órgãos.

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