Curitiba A 1 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná decretou, no início da noite de anteontem, a prisão preventiva do prefeito Bento Benelli Chimelli (PSC), de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O advogado de defesa do prefeito, Cláudio Dalledone Júnior, disse à Folha que amanhã pela manhã vai pedir a revogação da prisão. Até o fechamento desta edição, o prefeito ainda estava sendo procurado pelo Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), ligado à Promotoria de Investigação Criminal (PIC).
A decisão do TJ saiu apesar de uma petição da defesa de Chimelli, encaminhada anteontem ao TJ. Na petição, os advogados colocaram o prefeito à disposição da Justiça, alegando que, por isso, não haveria necessidade de um mandado de prisão preventiva.
Em uma ação realizada na quinta-feira passada, policiais miltiares encontraram armas ilegais e veículos com suspeita de chassis adulterados na fábrica de Chimelli.
O mandado de busca e apreensão foi expedido por determinação da promotora Cintia Pierre Rosgrim, após denúncias de que desmanche de carros estariam ocorrendo no estacionamento da prefeitura e na fábrica de Chimelli. Durante a ação, os policiais encontraram 18 armas, entre pistolas, rifles e até uma submetralhadora Intratec 9 mm, de venda proibida no Brasil. Uma das pistolas também teve o seu número de série apagado. Um silenciador e quatro canos de pistolas também foram localizados, o que levantou a suspeita de que as pistolas poderiam estar sendo adulteradas para enganar a perícia. Dez veículos também foram encontrados no pátio da prefeitura e na fábrica de Chimelli.

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