O desembargador Leonardo Lustosa, da 6ª Câmara do Tribunal de Justiça (TJ), de Curitiba, manteve ontem liminar suspendendo os trabalhos da Comissão Processante da Câmara de Maringá (CP), que analisa a denúncia contra o prefeito afastado, Jairo Gianoto (sem partido). A liminar foi concedida pelo juiz Flávio Renato de Almeida, da 3ª Vara Cível de Maringá, na última terça-feira, atendendo argumentos da defesa de Gianoto.
Um dos advogados do prefeito afastado, Antônio Mansano Neto, alega que a comissão é irregular, e não poderia manter os trabalhos. Na visão de Mansano, os vereadores que apresentaram a denúncia não poderiam votar pela formação da CP ou fazer parte dela. Apenas um vereador, Chico Coutinho (PTB), votou contra a denúncia. O advogado Wilson Quinteiro, representante da OAB na comissão, diz que ainda ontem a decisão seria contestada.
O advogado explica que agora todos os membros da Câmara do TJ terão três dias corridos para analisar a contestação. ‘‘A partir desta decisão, a responsabilidade de explicar os fatos à população será do judiciário’’, disparou.
O presidente da CP, vereador Aldi Cezar Mertz (PDT), disse ontem apenas que Gianoto está conseguindo barrar os trabalhos da comissão. Gianoto é acusado de participar do desvio de recursos orquestrado pelo ex-secretário Luis Antônio Paolicchi. O prefeito teria recebido R$ 549 mil dos cofres do município. O prefeito afastado não tem sido encontrado em Maringá. Segundo um de seus advogados, está ‘‘viajando’’.

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