O diretor-geral da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Gildalmo de Mendonça, deixou no início da noite de ontem o Centro de Detenção Provisória (CDR), onde estava recolhido desde a última quarta-feira, dia 18. A revogação da prisão temporária imposta pela juíza substituta da 3ª  Vara Criminal de Londrina, Zilda Romero, foi concedida pelo desembargador do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, José Maurício Pinto de Almeida. Gildalmo foi preso sob acusação de
ser o mentor intelectual do
‘‘mensalinho’’ - suposto pagamento de mesada a 11 vereadores para evitar críticas ao transporte coletivo. O habeas corpus em favor de Gildalmo foi ajuizado pelos advogados da TCGL em Curitiba, Moacyr Correa Filho e Moacyr Correa Neto.
  Em seu despacho, o desembargador considerou vagas as expressões usadas pela juíza para manter a prisão do diretor da Grande Londrina. ‘‘A decisão não deve invocar somente disposições de lei; deve indicar as circunstâncias concretas (em que o acusado prejudicou a coleta de provas)’’, registrou.‘‘Como bem assinala o impetrante (Gildalmo), a prisão temporária não pode ser utilizada como meio coercitivo para a colheita de provas e, se assim utilizada, estar-se-ia assemelhando ao sistema investigativo inquisitório, que não é o vigente em nosso ordenamento.’’
  Durante sua prisão, Gildalmo foi ouvido pelo delegado Alan Flore e negou pagamento de mensalinho. Em cumprimento a mandado judicial, o Gaeco realizou busca e apreensão de documentos na sede da empresa e do computador de uso pessoal do diretor da TCGL.
  O advogado Antônio Carlos Coelho Mendes, que assessorou os advogados da TCGL nos últimos dias, disse que Gildalmo saiu do CDR, às 19h30, ‘‘bem, mas abatido’’.‘‘Isso
é natural para alguém que ficou cinco dias preso.’’ De acordo com ele, o diretor da empresa seguiu direto para sua residência.

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