TJ concede habeas corpus para mulher de ex-procurador
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domingo, 22 de maio de 2011
Paula Barbosa Ocanha e Cristiane Oya <br> <br> Reportagem Local 
Joelma Aparecida da Silva, mulher do ex-procurador jurídico de Londrina, Fidélis Canguçu, foi solta no último sábado. Ela estava detida no 3º Distrito Policial desde o dia 10, quando foi deflagrada a operação Antissepsia, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga fraudes em termos de parceria firmados entre os institutos Atlântico e Gálatas com a Prefeitura.
Segundo depoimento do presidente do Instituto Atlântico, Bruno Valverde, Canguçu teria cobrado propina para que fossem liberadas as parcelas do contratos do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), Endemias, Central de Leitos e Policlínica. Por ordem de Canguçu, Valverde alega que depositou R$ 3 mil na conta bancária de Joelma, além de ter repassado dois carros ao casal.
O habeas corpus (HC) foi deferido no dia 20, pelo juiz de segundo grau do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado, Marco Antonio Massanero. De acordo com o advogado do casal, Fernando Henrique de Oliveira, o pedido de habeas corpus de Canguçu, ajuizado no mesmo dia, foi negado. ''A fundamentação dos dois HCs foi a mesma, só que o juiz do tribunal entendeu que ela preenchia os requisitos para ser colocada em liberdade, e ele ainda não. Mas, eu tenho certeza que ele vai ser liberado nos próximos dias, assim como ela foi'', afirmou. Canguçu e outros seis acusados de participação no suposto esquema permanecem presos preventivamente.
Oliveira negou que a soltura de Joelma estaria relacionada a uma suposta colaboração com as investigações por parte do ex-procurador, conforme chegou a ser divulgado no final de semana em alguns sites e blogs. ''Isso é mentira. Meu cliente prestou as declarações diante da polícia e do MP (Ministério Público), logo no primeiro dia, e confirma todas as informações. Não tem nada de novo que ele possa afirmar.''
O advogado ainda antecipou que pretende acionar a Justiça quanto ao que ele considera uma ''condenação prévia''. ''Ao final da investigação, quando meus dois clientes forem absolvidos, todos aqueles que divulgaram informações quanto a eles serão responsabilizados. Serão tomadas atitudes legais, inclusive porque houve uma condenação prévia dos meus clientes.''
A reportagem tentou entrar em contato com os integrantes do Gaeco, mas eles não atenderam as ligações.


