Sob o número 792.986-4, o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná autuou o requerimento do Ministério Público (MP) para que o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), seja investigado por possíveis crimes na contratação do Instituto Atlântico, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que prestava serviços na área da saúde, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Policlínica.
O inquérito está sob responsabilidade do desembargador da 2 Câmara Criminal, Lídio José Rotoli de Macedo, por prevenção, já que foi ele quem primeiro julgou ações de habeas corpus de presos na operação Antissepsia. Segundo o MP, Barbosa e sua esposa, Ana Laura Lino, teriam garantido a contratação do Atlântico mediante cobrança de propina de R$ 300 mil. Efetivamente, eles teriam recebido R$ 20 mil. O prefeito nega as acusações. Segundo o MP, outras pessoas, como o presidente do Atlântico, Bruno Valverde, o publicitário Ruy Nogueira Netto, o biólogo Ricardo Ramirez e o chefe de gabinete, Fábio Góes, teriam participado do esquema.
Com a autuação do requerimento, o desembargador deverá remeter o inquérito policial ao procurador-Geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, para manifestação. É competência do procurador oferecer denúncia contra o prefeito, caso entenda que há provas suficientes no requerimento encaminhado pelo MP de Londrina. O procurador-chefe também pode pedir diligências à Polícia Civil ou mesmo a promotores de Londrina. Outra medida possível seria o arquivamento do requerimento, caso entenda que não há elementos para processar criminalmente o prefeito.
Há 38 dias
Por unanimidade, os desembargadores da 2 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná negaram ontem liberdade ao ex-procurador jurídico da Prefeitura de Londrina Fidélis Canguçu, ao julgarem o mérito de habeas corpus protocolado em 24 de maio. Canguçu está preso desde 10 de maio, data da deflagração da operação Antissepsia pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Por ser advogado, ele está preso em cela especial no Quartel do Corpo de Bombeiros.
Em ação que tramita na 3 Vara Criminal de Londrina, ele foi acusado de corrupção passiva, peculato e formação de quadrilha por ter supostamente recebido propina do Instituto Gálatas, que também executava serviços de Saúde. O Superiot Tribunal de Justiça (STJ) também já negou habeas corpus a Canguçu.

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