TJ adia análise do caso Maurício Requião
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná adiou para daqui a duas semanas a votação do mandado de segurança impetrado pelo ex-secretário de Estado da Educação Maurício Requião, irmão do senador Roberto Requião (PMDB). Ele segue afastado do cargo de conselheiro do Tribunal de Contas (TC) desde 2009. O processo seria analisado ontem, no entanto, saiu da pauta devido à ausência na sessão do relator, o desembargador Antonio Loyola Vieira. A Corte só volta a se reunir no dia 1º de junho. Maurício foi escolhido para a ocupar o lugar de Henrique Naigeboren, que se aposentou em julho de 2008. Entretanto, passou a maior parte do período sem desempenhar suas funções por conta de contestações no Judiciário. Entre os motivos alegados estão o de que a votação ocorreu antes da saída formal de Naigeboren. Uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), também alegou que a indicação caracterizaria nepotismo, uma vez que Maurício é parente do ex-governador. Mesmo sem a decisão final, em maio de 2011 o governador Beto Richa (PSDB) e o então presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), anularam a eleição, realizando um novo processo. O ex-procurador-geral do Estado Ivan Bonilha, hoje presidente do TC, foi o escolhido para ocupar a cadeira.


