O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) publicou no último dia 4, a decisão da 2 Câmara Criminal, que acatou, por unanimidade, a denúncia ajuizada contra o prefeito de Apucarana (cidade-pólo/Centro-Norte), Valter Aparecido Pegorer (PFL).
Conforme a ação de autoria do Ministério Público (MP), Pegorer e outras quatro pessoas, teriam, durante o primeiro mandato (1993-1996) à frente da prefeitura, ''dispensado licitação fora das hipóteses estabelecidas em lei'' ''além de desviar renda pública municipal em benefício de terceiros''.
No acórdão publicado pelo TJ, ainda é relatado que durante os anos de 1994 a 1996, Pegorer teria firmado contratos de mão-de-obra para prestação de serviços de capina e roçagem, coleta de lixo e entulhos em vias públicas, limpeza de pomares públicos e serviço de vigias em diversos logradouros do município, e outros serviços, com duas associações de moradores sem a realização de licitação. Juntos, os contratos somariam cerca de R$ 1,4 milhão. Com o acolhimento da denúncia do MP, a ação começará a tramitar no TJ.
Pegorer admitiu que os contratos podem ''não ser administrativamente corretos'', mas disse que não houve desvio de recursos. ''Acho que um prefeito tem que se preocupar quando cometeu ato de corrupção ou roubo, mas não quando a intenção é o bem comum e o serviço à comunidade. Isso pode caracterizar como erro administrativo, mas não tira a minha tranquilidade'', afirmou. ''Fiz frentes de trabalho com a parceria de duas associações de moradores que tem finalidade social, comunitária, não auferem lucros, portanto, moralmente não vejo o que possa me incriminar. Neste momento que antecede as eleições, os adversários querem me desestabilizar. Não tenho nenhum constrangimento quando a gente faz o bem, mesmo que administrativamente possa não ser muito correto, socialmente é correto, humanamente é correto'', complementou.

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