Curitiba - Membros do Executivo do Paraná evitaram comentar sobre a reunião de ontem, em Brasília, entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB).
O assunto principal do encontro foi a multa mensal - no valor de R$ 10 milhões - que o Estado tem que pagar à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) referente aos títulos públicos do Banestado. A pedido do Banco Central, os títulos públicos foram assumidos pelo Estado, em 2000, quando o Banestado foi vendido para o Itaú. O Estado se nega a pagar pelos títulos públicos ao Itaú porque alega, entre outras coisas, que não pode assumir uma dívida referente a ''títulos podres'', sem valor de mercado.
A assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu, porém, garante que ''a negociação vai bem''. Conforme a assessoria, o encontro foi bom porque o presidente Lula teria se comprometido a resolver o problema. Requião estaria otimista com o resultado da reunião, mas, até ontem à noite, não houve qualquer anúncio do presidente Lula referente à suspensão das multas. No mês passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria dito a Requião que o STN, com base em decisões judiciais já existentes sobre a nulidade dos títulos públicos, já poderia suspender a cobrança da multa mensal. A decisão política, porém, teria se confrontado com os procedimentos administrativos necessários para a suspensão das multas.
As negociações com o governo federal sobre o assunto se arrastam desde o ano passado. No último mês de janeiro, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, de passagem por Curitiba, discutiu novamente o assunto com o governador Requião. No encontro, a ministra-chefe enfatizou a importância da questão jurídica antes de qualquer interferência do governo federal. A multa mensal começou a ser aplicada quando o Itaú (que comprou o Banestado) cobrou do Estado o pagamento dos títulos públicos.

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