Curitiba - A Procuradoria Regional Eleitoral se manifestou esta semana no processo mo vido pelo PSB contra o deputado estadual Mário Roque (PMDB). Para o procurador Neviton Guedes, que assina o parecer de 16 páginas sobre o assunto, ao deixar o PSB e não voltar ao partido, Roque perdeu o direito a vaga da legenda na Assembleia Legislativa. Caso a opinião da Procuradoria prevaleça no Tribunal Regional Eleitoral, o segundo suplente do PSB, Wilson Quinteiro, poderá ficar com a vaga.
O parecer aponta que Roque não conseguiu provar que o PSB se recusou a aceitar sua refiliação. Também não acatou a alegação de que houve desvio do programa partidario da antiga legenda do deputado.
Mario Roque assumiu o mandato em junho, depois que o ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho - que se envolveu num grave acidente com duas vitimas fatais - renunciou ao cargo. O deputado era primeiro suplente do PSB com 37 mil votos, mas deixou o partido em 2007 para concorrer à prefeitura de Paranaguá pelo PMDB.
Quinteiro, que teve 24 mil votos, e era segundo suplente da legenda, teria direito ao mandato de Carli Filho. A decisão definitiva sobre o caso será do Pleno do TRE. Ainda não há data definida para o julgamento.
Procurado pela reportagem, o deputado Mario Roque disse não ter sido informado sobre a manifestação da Procuradoria e que só irá se pronunciar após o julgamento.
Já Quinteiro recebeu o parecer favorável como um reconhecimento de seu ''direito absoluto''. ''O presidente da Casa não quis entrar no conflito, por isso preferiu seguir a ordem de nomeação originária, antes de Mario Roque ter deixado o partido. Mas, ainda que não tenha sido julgado, o parecer da Procuradoria tem um peso muito grande'', afirmou. Quinteiro é da região de Maringá, onde já concorreu para prefeito. Ele acredita que o julgamento ocorra ainda nesta semana.

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