Titular do MEC pode sair do 'Escola sem Partido'
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terça-feira, 30 de outubro de 2018
CLÁUDIO HUMBERTO 
Brasília, terça-feira, 30 de outubro de 2018
Cláudio Humberto
"A gente fala a verdade, não tá preocupado em agradar"
Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda, avisando que Mercosul não é prioridade
Titular do MEC pode sair do 'Escola sem Partido'
O movimento Escola Sem Partido vai ganhar força no governo Jair Bolsonaro (PSL). Seu ministro da Educação será alguém disposto a enfrentar essa "guerra" contra corporações, professores militantes e minorias barulhentas. Um dos cogitados é Stravos Xanthopoylos, especialista que faz parte da equipe que prepara seu programa de governo, mas outro passou a ser avaliado para o cargo: Miguel Nagib.
Contra doutrinação
Miguel Francisco Urbano Nagib é advogado, fundador do movimento Escola Sem Partido, que pretende proteger os alunos de doutrinação.
Fim do oportunismo
O movimento quer impedir o professor de aproveitar a audiência cativa de alunos para fazer pregação religiosa, ideológica, política e partidária.
Autor dos projetos
Citado para o MEC no entorno de Bolsonaro, Miguel Nagib minutou os projetos de lei da Escola Sem Partido apresentados em vários Estados.
QI é muito forte
Além de qualificação técnica, outro fator torna Nagib forte para o MEC: é cunhado da deputada Bia Kicis (PRP-DF), muito ligada a Bolsonaro.
Bolsonaro evitará escolha política de ministros
O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) tem uma tarefa difícil pela frente, na articulação do governo Jair Bolsonaro: atrair apoio no Congresso, mas sem assumir compromissos para indicação política de ministros. A única exceção admitida por Bolsonaro de político à frente de ministério, em princípio, é o próprio Lorenzoni. A decisão é observar com rigor a regra de só nomear ministros tecnicamente qualificados.
Descentralização
Como na gestão militar, Bolsonaro deve entregar os ministérios aos titulares de "porteira fechada", fixando metas e cobrando resultados.
Sem influência política
Bolsonaro acredita que gestão técnica sem influência política, de forma descentralizada, é a garantia de obtenção dos melhores resultados.
Chances reduzidas
O princípio de "ministério sem políticos" diminui as chances de nomes como a senadora Ana Amélia (RS), citada para as Relações Exteriores.
Quando dezembro vier
Jair Bolsonaro planeja se mudar para Brasília, de mala e cuia, só em dezembro. Deseja ficar mais próximo dos médicos que o assistem até realizar a cirurgia para retirar a colostomia. É bom o presidente já ir se acostumando com seu poder: a equipe médica é que tem de ir até ele.
Democratas de araque
Aqueles que se apresentaram na campanha presidencial como "defensores da democracia" são os primeiros a desrespeitá-la: não aceitam a vontade soberana dos brasileiros que elegeram Bolsonaro.
Revolta dos bichos
Brigadas fascistas muito semelhantes aos "camisas negras" de Mussolini, cujo candidato a presidente foi derrotado nas urnas, impediram ontem, com violência, que alunos da Universidade de Brasília fossem às aulas vestidos de camisetas verde e amarelo.
Um general na SSP
O governador eleito, Ibaneis Rocha (MDB), tem um sonho: contar com o general Paulo Chagas, quarto mais votado para o governo do Distrito Federal, assumindo o comando da Secretaria de Segurança Pública.
Passou vergonha
O melhor cenário para o PT, previsto nesta coluna de sábado (27), era obter 47% dos votos para "não passar vergonha". O partido de Lula ficou 3 pontos percentuais abaixo da meta da "derrota honrosa".
Oposição, pero no mucho
Apesar de esquerdopatas pedirem "resistência" e "oposição cega" a Bolsonaro nas redes sociais, o PT não é bobo. O presidente do PT-RJ, Washington Quaquá, tem mais juízo: propõe "oposição pontual".
O leão é manso?
Lula não parece inconformado com a derrota. Mandou recado por Emídio Souza, tesoureiro do PT, para a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Pediu "calma" à Corrente Novo Brasil, sua facção no PT.
Festa na cadeia
O promotor Luis Milleo adverte que milhares de homens traficantes, alegarão que cuidam dos filhos, para requerer isonomia de tratamento na decisão do STF que mandou para casa 14.570 mulheres traficantes.
Pensando bem...
...agora que 2018 chega ao fim, os políticos finalmente podem se concentrar no que importa para eles: as eleições municipais de 2020.

PODER SEM PUDOR
Nada a declarar
Gonçalo dos Santos foi eleito deputado estadual no Amazonas, nos anos 1950, mas entrou mudo e saiu calado do mandato, sem discursos na Assembleia. Não se reelegeu e os colegas insistiram para que ele finalmente fizesse um discurso, de despedidas. Ele não queria, os deputados insistiram, empurraram-no, até que ele subiu à tribuna:
- Senhor presidente, não aguento mais. Por favor, aquiete esses meninos!
Mais não disse. Desceu da tribuna e foi embora, para nunca mais voltar.
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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
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