Tiroteio em aeroporto deixa 3 mortos
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quinta-feira, 04 de julho de 2002
Marcio AithAgência Estado 
Washington Um tiroteio no Aeroporto Internacional de Los Angeles (conhecido como LAX) matou ontem três pessoas, elevou o clima de apreensão na população americana e maculou a primeira comemoração do Dia da Independência dos EUA desde os atentados de 11 de setembro.
Segundo os primeiros relatos das autoridades, um homem de 52 anos dirigiu-se ao local do balcão da companhia aérea israelense El Al às 11h30 (15h30 em Brasília), sacou uma arma e atirou contra pessoas que estavam no local, matando duas delas. A seguir, o agressor teria sido morto por seguranças da El Al, única companhia aérea autorizada a manter seguranças armados em aeroportos dos EUA.
Ao menos outras quatro pessoas teriam sido feridas. Uma delas, um agente de segurança da El Al, sofreu ferimentos à faca, mas ainda não estava claro quem o esfaqueou. O governo não divulgou a identidade do suspeito, apenas sua idade. A TV CNN, citando fontes policiais, disse que o atirador seria de origem árabe. As autoridades afirmaram que ainda não podiam determinar se se tratava de um atentado. Apenas o nome de um dos mortos foi divulgado: Yakov Aminov, um morador de Los Angeles, de 46 anos, que fora levar amigos ao aeroporto. A outra vítima fatal seria uma mulher de 20 anos.
Os agentes de segurança da empresa israelense El Al são geralmente velhos oficiais de unidades especiais do Exército israelense, especialmente treinados na luta antiterrorista. O ex-diretor de segurança da El Al, Isaac Yeffet, disse que o agente respeitou as regras atirando no suspeito.
Policiais procuravam ontem explosivos no Aeroporto Internacional de Los Angeles. As autoridades acreditam que poderia haver um cúmplice do ataque e realizavam buscas para identificá-lo. A El Al é a única companhia aérea do mundo que trabalha com seguranças armados. Em 1985, houve incidentes similares aos de ontem, quando atiradores atacaram guichês da empresa em Roma (Itália) e Viena (Áustria).
O atirador pode ser um ex-funcionário da companhia aérea israelense. Segundo testemunhas, ele teria gritado: ''A culpa é da El Al, que tirou meu emprego''.


