Tiros e morte. Mas pai de Collor foi absolvido
Tiros e morte. Mas pai
de Collor foi absolvido
O exemplo mais contundente do espírito corporativista do Senado aconteceu em 1963. No dia 4 de dezembro daquele ano, o senador Arnon de Melo (UDN-AL) discursava na tribuna da Casa, criticando o senador Silvestre Péricles de Góes Monteiro (PSD-AL). O debate acabou com os dois sacando suas armas e Arnon realizando vários disparos. Um deles matou o senador José Khairallah (PSD-AC). Depois do crime, Arnon e Góes foram detidos e o Senado se reuniu em sessão secreta para decidir se seria ou não aberto processo de cassação contra os dois.
O processo não foi aberto: por 44 votos a 4, o Senado preferiu suspender a imunidade parlamentar dos dois no dia 7 de dezembro, para que respondessem a processo judicial exercendo o cargo. Em abril de 1964, foram absolvidos. Arnon de Melo seria reeleito senador em 1970 e se transformaria em senador biônico (indicado pelo presidente) em 1978. Ele morreu no cargo, em 29 de setembro de 1983. Por coincidência, no mesmo dia em que seu filho, Fernando Collor de Mello, seria afastado da presidência da República pela Câmara dos Deputados, nove anos depois. (A.E.)





