São Paulo - O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador Walter de Almeida Guilherme, disse ontem que o deputado eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca (PR), conseguiu ler e escrever o que foi pedido no teste. Indagado se o deputado sabe realmente ler e escrever, o desembargador disse que seria leviano de sua parte se antecipar sobre o assunto. ''É o juiz quem vai responder sobre isso.''
Segundo o presidente do TRE-SP, Tiririca se submeteu a um teste de leitura e de escrita durante audiência na sede do TRE-SP. O deputado se recusou a fazer a perícia técnica para comparar sua escrita com a de sua mulher, que teria ajudado o deputado a preencher a declaração de instrução entregue à Justiça Eleitoral. ''Ele se recusou e tem base para recusar'', disse o desembargador.
O desembargador afirmou que Tiririca ''deu conta de ler tudo'', referindo-se ao texto do Jornal da Tarde. Sobre o ditado, afirmou que o deputado ''soube escrever''. Apesar de todo o imbróglio, O presidente do TRE-SP acredita que a decisão do juiz Aloísio Silveira não deve interferir na diplomação do deputado federal eleito. Isso porque a decisão do tribunal que permitiu que Tiririca concorresse não está sendo contestada e permanece intacta. ''O registro foi deferido e tecnicamente não existe nenhuma provocação para que se desfaça esse registro. Isso poderá vir a ocorrer com algum recurso que possa ser impetrado, mas não existe o processo para anular esse registro'', reiterou.

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