Imagem ilustrativa da imagem Tirar Lula 'fecha golpe com chave de ouro', diz Dilma
| Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil



O acampamento da militância petista, montado em Curitiba desde a prisão de Lula, recebeu nesta segunda-feira (23) a visita da ex-presidente Dilma Rousseff que tinha intenção de visitar o líder do PT na cela da Superintendência da Polícia Federal, mas foi barrada após a decisão da juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, que negou o pedido.

A ex-presidente discursou no acampamento e convocou a militância para resistir na luta pela liberdade de Lula. "Nossa missão neste caso é resistir. os homens e mulheres deste País tem fibra e resistem", afirmou. Na avaliação de Dilma, o impeachment dela, as reformas do governo Temer e a prisão de Lula fazem parte do "golpe". "Querem tirar o Lula do processo eleitoral e fechar o golpe com chave de ouro. Eles sabem que o Lula pode barrar o golpe. O golpe é um processo. O meu impeachment sem crime foi o primeiro golpe" , declarou.

Dilma criticou as últimas decisões judiciais que impediram visitas ao ex-presidente. "Fiquei estarrecida com o fato de chegar aqui e não poder visita-lo. Na legislação, o preso que não pode receber visitas apresenta algum perigo. Preso política em todas as condições, principalmente quando cumpre pena, tem vários direitos. Precário não é só você estar sendo acorrentado. Segregam o Lula por dois motivos: temem a voz do Lula e verdade que ele encarna. Temem que o Lula converse com o povo brasileiro. Lutamos contra a ditadura para que no Brasil não tivesse crime de opinião, que é ser culpado por falar", afirmou.

O Diretório Nacional do PT se reuniu, na capital paranaense, para definir as próximas ações do partido. Em nota, reiterou a inocência do ex-presidente Lula e o registro oficial da candidatura dele em 15 de agosto. Antes, o PT indicará, em 28 de julho, o nome de Lula como o candidato da legenda para as eleições presidenciais de outubro.

De acordo com o PT, mesmo preso, Lula será candidato. O partido pretende conclamar várias frentes em defesa da candidatura do ex-presidente. Paralelamente, serão lançadas ações nas redes sociais e nas ruas. Também serão mantidos o acampamento e a vigília em Curitiba.

Antes no discurso, Dilma convocou a militância para "interromper e barrar o golpe" nas eleições deste ano. "O Lula tem autoridade, legitimidade e o amor do povo brasileiro", defendeu. (Com Agência Brasil)

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