'Tínhamos uma batata podre'
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Paula Barbosa Ocanha e Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
O prefeito Barbosa Neto disse ontem que foi pego de surpresa com a ''traição'' do procurador, Fidélis Canguçu. A declaração foi dada em entrevista coletiva concedida por conta das 15 prisões realizadas na operação Antissepsia.
''Lamentavelmente tínhamos uma batata podre no meio desse saco. Eu lamento, mas diante das provas o interesse público tem que prevalecer e continuo acreditando nos nossos secretários até que se prove o contrário'', afirmou. O prefeito ainda anunciou a exoneração do procurador.
Barbosa também ressaltou que estava no caminho certo, quando pediu para que a Controladoria da Prefeitura fiscalizasse o serviço dos institutos mês a mês. ''Desde o início nós deixamos clara várias vezes nossa posição. Éramos pressionados por alguns membros do conselho (de Saúde) e isso foi dito para os promotores. Havia esse tipo de comportamento mas conseguimos superar e a população não vai ser prejudicada'', garantiu. Os membros do conselho que supostamente estariam pressionando o prefeito seriam Marcos Ratto e Joel Tadeu Correia, presos na operação do Gaeco.
Os dois institutos - Gálatas e Atlântico - receberam cerca de R$ 13 milhões, por seis meses, para prestarem serviços essenciais de saúde como Samu, Policlínica e internação domiciliar. O contrato acabaria em julho.
O secretário de Governo, Marco Cito, afirmou que ''o prefeito pediu a prestação de contas mês a mês, justamente pelo problema enfrentado pelo município com Ciap''. ''Foi determinado para a controladoria que fizesse a auditoria nos três primeiros meses. O que causou o não pagamento da quarta parcela, depois pagamos a quinta parcela, por conta da ameaça na paralização dos serviços, e o sexto mês pagamos parcialmente. É importante demostrar que o município estava preocupado com a forma que a prestação de contas estava sendo feita e preparando os processos licitatórios para a substituição das empresas.''
Auditoria
Os serviços prestados pelos institutos Gálatas e Atlântico estão sendo auditados pela Controladoria do Município desde março. Segundo o controlador-geral, Luiz Nicácio, a verificação partiu da constatação da falta de aplicação dos repasses por parte das entidades.
''Uma primeira fase, a de revisão dos relatórios, está quase concluída. As oscips tinham entregue os documentos fiscais, mas não os originais. Em abril solicitamos as vias originais e até agora não tinham entregue'', disse Nicácio.
Segundo o controlador, ainda não é possível afirmar quanto tempo os auditores levarão para concluir o trabalho. (Colaborou Cristiane Oya)


