'Tinha que ser para todos', reclama usuário
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terça-feira, 28 de agosto de 2007
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Motoristas de Jataizinho precisaram apresentar ontem o documento do automóvel para passar pela praça de pedágio da cidade, explorada pela Econorte. A medida foi tomada no dia em que passou a vigorar a lei que isentou do pagamento mais de 430 mil veículos de 27 municípios.
Para atender aos veículos beneficiados pela lei de isenção naquela praça, foram destinadas duas cabines, uma de cada lado da pista, identificadas por uma placa que apontava ''Lei de Isenção''. Quem não foi beneficiado, porém, não se mostrou muito satisfeito. ''Não é certo, tinha que ser para todos. Afinal, somos todos brasileiros, e transportamos o futuro da nação. O pedágio é muito caro, tinha que ter um valor razoável, para que todos pudessem pagar'', reclamou o agricultor José Xavier de Barros, de Itambaracá. O valor do pedágio no local varia de R$ 9,60, para carros, a R$46,20, para caminhões-trator com seis eixos.
Helena Picego, de Santa Mariana, também sugeriu que se baixassem os valores do pedágio para todos. ''Gasto quase R$ 20 para ir e voltar de Londrina, é muito caro, tinha que baixar. Mas a lei é boa por beneficiar os moradores de algumas cidades'', ponderou.
Alguns motoristas de Jataizinho admitiram que a isenção é válida, mas vai beneficiar os moradores em diferentes escalas. ''Eu já tinha o 'cartão rural' e por isso pagava pouco. Mas agora vai ser melhor ainda. Vou economizar bastante'', revelou um motorista que aguardava para passar sem pagar.
Roberto Cortez, taxista da cidade, também admitiu ser beneficiado pelo ''cartão rural'', enquanto Euzimio Morro, também taxista, disse que pagava R$ 3,60 na praça de pedágio local depois de ter requerido o desconto na prefeitura.
''Na prefeitura não existe nada que beneficie pessoas de zona urbana, rural ou taxistas em relação ao pedágio. A única coisa é que a Econorte recolhe ISS mensalmente no município'', garantiu Marcos Antônio de Oliveira, secretário de Governo de Jataizinho. Na Econorte em Londrina, uma funcionária do setor de comunicação também afirmou não saber do que se trata o ''cartão rural'' mencionado pelos motoristas.


