São Paulo - O jornal ''The New York Times'' publicou anteontem um artigo onde afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bebe exageradamente e sugere que isso pode estar afetando seu desempenho no cargo. A presidência da República, por meio de sua Secretaria de Imprensa e Divulgação (SID), condenou a matéria, dizendo que não se trata de jornalismo, mas calúnia, difamação, preconceito.
Segundo o jornal, Lula ''demonstrou ser um homem de grande apetite e impulsos, o que contribui para seu apelo popular''. O texto sustenta que os brasileiros, ''com uma mistura de simpatia e divertimento, acompanham seus esforços (de Lula) para não fumar em público, seus flertes em eventos públicos com atrizes atraentes e sua constante batalha para evitar comidas gordurosas, responsáveis pelo seu grande aumento de peso logo após assumir o cargo''.
O artigo, de autoria de Larry Rother, assinala que ''sempre que possível, a imprensa brasileira publica fotos de Lula com os olhos turvos e a tez avermelhada e constantemente faz referências aos churrascos em fins de semana na residência presidencial, onde a bebida corre solta e onde o presidente geralmente está com um copo na mão''.
O artigo do jornal americano diz que ''especulações sobre o hábito da bebida pelo presidente foram alimentadas pelas inúmeras gafes''. E cita o fato de ele ter rotulado Pelotas, no Rio Grande do Sul, como ''fábrica de gays'' e de ter chamado o presidente da General Motors de ''presidente da Mercedes-Benz''.
A Secretaria de Imprensa e Divulgação informa que pretende analisar a possibilidade de entrar com um processo judicial.

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