Tião Viana pede saída de ministros petistas
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segunda-feira, 13 de junho de 2005
Folhapress 
Brasília - Sem aval de caciques petistas, o senador Tião Viana (PT-SC) foi à tribuna ontem pedir que todos os ministros do PT - com exceção de Antonio Palocci (Fazenda) - coloquem seus cargos à disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma reforma ministerial em reação às acusações de corrupção no governo.
A iniciativa, segundo Tião, se estenderia a todos os petistas em cargos de confiança de primeiro escalão, a fim de que sejam nomeados nomes de carreira dos respectivos órgãos em um período de transição de 60 dias.
Após ''conversas com outros senadores petistas'', Viana avaliou que esse movimento lavaria a honra do PT, ajudaria Lula a governar e salvaria os ministros José Dirceu (Casa Civil) e Aldo Rebelo (Coordenação Política) de irem à forca sem provas, depois das acusações de conivência com a corrupção feitas pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson.
''Escolheram o Dirceu para espantalho, para bater. Não podemos aceitar isso'', disse Viana. ''Só um nome é inatingível, o de Palocci, em nome da proteção institucional do país.''
O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (SP), discordou da postura de Viana. ''Não acho que se faz governo entregando cargos. Deve-se mexer onde há problema de desempenho.''
O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) negou a possibilidade de mudanças, neste momento, na Esplanada por conta das atuais denúncias. Na reunião de coordenação de governo ontem no Planalto, da qual participaram os dois líderes, a avaliação foi de que o momento ainda não é propício para realizar uma reforma ministerial, sob pena de rifar a cabeça de pessoas acusadas sem provas.


