Tião Viana conta com votos de dissidentes
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Agência Brasil 
Brasília - O voto secreto dos senadores é uma das armas que o petista Tião Viana conta para conseguir os 41 votos necessários à sua eleição para a Presidência do Senado. Sem abrir sua estratégia nesta reta final de campanha, Viana diz contabilizar de cinco a sete votos no PMDB, que deve oficializar amanhã a candidatura de José Sarney (AP) para suceder Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).
Tião Viana aposta, também, em votos de dissidentes do Democratas (DEM) e do PTB que não vê com simpatia a candidatura do petista. O voto secreto é um elemento favorável para aqueles que por alguma razão não querem expor sua decisão. Acredito, por exemplo, que tenho de 5 a 7 votos do PMDB e votos no DEM e no PTB que hoje não está simpático a minha candidatura, afirmou.
Hoje, Viana reúne-se com o presidente do PSDB e o líder tucano no Senado, Sérgio Guerra (PE) e Arthur Virgílio Neto (AM), respectivamente, para tentar atrair os 13 senadores da bancada. Hoje o petista conta, oficialmente, com o apoio de seis partidos - PT, PSB, PR, P-SOL, PRB e PDT - que somam 26 senadores.
No PMDB, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, disse que a única dissidência da bancada que conhece é a de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) que já anunciou seu voto ao candidato petista. ''Eu acho muito pouco provável que exista uma dissidência desse tamanho hoje, amanhã, ou até o dia da eleição no PMDB com relação à candidatura de José Sarney. Eu acho que se ele (Tião Viana) estiver colocando esses votos na conta dele a conta vai dar errada'', disse.
Segundo o peemedebista, o próprio Sarney já fez consultas informais aos colegas de bancada sobre um apoio a sua eventual candidatura.
No DEM, o líder José Agripino Maia (RN) afirma desconhecer qualquer pretensão de voto à Tião Viana. Na quinta-feira, ele reúne a bancada para ouvir os senadores e traçar um quadro real da disputa. A bancada do partido é de 13 senadores
O democrata negou qualquer oferta de cargos feita por José Sarney em troca de apoio do partido a sua eleição. O que nós queremos é o respeito a proporcionalidade partidária. Queremos o que é de nosso direito, afirmou.
Nesta legislatura o DEM preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais estratégicas da Casa, e a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.


