O prefeito eleito de Londrina Tiago Amaral (PSD) será diplomado na próxima terça-feira (17), em cerimônia realizada na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Londrina, a partir das 17h. Ele está a duas semanas de assumir a gestão do município, que foi conduzido nos últimos oito anos pelo prefeito Marcelo Belinati (PP). Mas, passados mais de 50 dias da sua vitória nas urnas, ainda não há nenhum anúncio oficial de nomes que farão parte da sua administração a partir de 1° de janeiro de 2025. Por enquanto, o que existe são especulações nos bastidores.

Para o professor e analista político Elve Cenci, isso demonstra a complexidade e as dificuldades inerentes à tarefa de montar um secretariado qualificado.

“O desafio é como acomodar aliados políticos que participaram da campanha, que pertencem aos diversos partidos políticos e grupos que o apoiaram, mas, ao mesmo tempo, que têm competência técnica”, pontuando que, passados os primeiros meses da nova gestão, a tendência é que haja uma cobrança maior por parte da população.

EFICIÊNCIA

Durante a transição, os dados levantados indicam que as contas da Prefeitura de Londrina estão em ordem, mas há pouco espaço para investimentos em 2025. Cenci frisa que a expectativa é que o prefeito eleito faça uma gestão superior à de Belinati, que possui aprovação superior a 70%.

“Ele terá que gastar com mais eficiência os valores que já tem e buscar mais dinheiro junto ao governo do Estado e ao governo federal para conseguir fazer mais do que o Marcelo tem feito até agora”, acredita.

Cenci também destaca a complexidades por trás do cargo de secretário.

“É muito exigente, a remuneração não é extraordinária e, portanto, demanda muito trabalho e muita responsabilidade. O secretário, após o término da sua gestão, pode ser responsabilizado de forma administrativa e judicial pelos seus atos, caso comenta erros”, ressalta. “E o segundo desafio, certamente tem porque tem muitos aliados que querem cargos na administração política. O Tiago fez uma ampla composição política, inclusive com grupos que não necessariamente são aliados históricos.”

É nesse contexto que quadros técnicos - na iniciativa privada ou no serviço público - que podem ter perfil para uma determinada secretaria demonstram resistência em deixar suas funções e assumir os ônus da administração pública. Para Cenci, o prefeito eleito precisa montar um grupo à altura dos desafios de Londrina, "diante da necessidade de fazer uma gestão igual ou melhor do atual prefeito".

“É um município complexo, com problemas sociais e econômicos importantes. Ou seja, os secretários enfrentarão desafios muito grandes", completa.

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