Após a aprovação do PL (Projeto de Lei) 192/2026 pela CML (Câmara Municipal de Londrina) na noite desta quinta-feira (20), o prefeito Tiago Amaral (PSD) defendeu que o texto seja mantido na redação original na próxima terça-feira (25), quando voltará ao plenário para análise em segundo turno, com três emendas. A matéria destina 18 áreas do município ao FAR (Fundo de Arrendamento Residencial), voltado à construção de moradias populares pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

No total, as 18 áreas somam aproximadamente 140 mil metros quadrados, com valor de avaliação de R$ 43,1 milhões. O Executivo aponta potencial para até 2.218 unidades habitacionais, sendo mil destinadas a atender o cadastro habitacional e 1.218 relacionadas à compensação do empreendimento Flores do Campo.

As emendas foram propostas pela Comissão de Política Urbana da CML e atendem ao pedido de moradores dos residenciais Marajoara, Moradias Cabo Frio e Santa Rita 5, que se posicionaram contra a doação dos terrenos, argumentando que os espaços são utilizados pelas comunidades.

Em entrevista coletiva, Tiago ressaltou que Londrina possui pelo menos 3,5 mil famílias em situação de extrema vulnerabilidade social e que não é possível abrir mão das habitações previstas.

“Todos os terrenos que foram escolhidos foram selecionados entre vários que foram apresentados para a Caixa Econômica Federal. E a Caixa fez a seleção técnica. Das mais de 50 opções que nós apresentamos, eles falaram: ‘Olha, 18 viabilizam’. Então, essas 18 são suficientes para fazer, nesse projeto que está aqui, 2.200 [moradias], mais 500 que são feitas em terrenos da Cohab [Companhia de Habitação de Londrina] e outras 680 que a gente já está construindo”, afirmou.

O prefeito também ressaltou que é papel da Câmara discutir e até retirar áreas do PL, mas reforçou que é contrário a mudanças na redação original. Com a aprovação das emendas propostas, segundo ele, podem deixar de ser viabilizadas mais de 300 moradias que seriam construídas nos três bairros.

“São 300 famílias a menos que serão contempladas. Quais serão essas que não serão contempladas?”, perguntou. “Não tem discussão, habitação é prioridade.”

Há pressa para que o projeto seja aprovado em dois turnos e sancionado porque o atual ciclo de contratações do Minha Casa, Minha Vida com recursos do FAR permanece aberto até a próxima sexta-feira (28). Caso o processo não seja concluído dentro do prazo, Londrina corre o risco de perder a oportunidade de contratação dos empreendimentos.

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