Thomaz Bastos nega ''destacamento eleitoral'' do PT
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quarta-feira, 29 de outubro de 2003
Agência Folha 
Brasília - O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse ontem que o PT não criou um destacamento para minar candidaturas adversárias na corrida à Presidência no ano passado. O ministro afirmou que vai ao Congresso, caso seja convidado, para explicar a questão. ''O Congresso Nacional é soberano. Eu vou com muito prazer, quantas vezes for convidado'', afirmou o ministro. Amigo próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro disse que se algo houvesse, ele saberia. ''Tomei conhecimento do caso pela primeira vez pela revista ''Veja'.''
A revista divulgou a existência de uma espécie de ''esquadrão petista'' que teria a missão de descobrir irregularidades sobre os adversários de Lula durante a campanha presidencial do ano passado. ''Nunca ouvi falar nisso. Fiquei estupefato. Se tivesse alguma coisa eu saberia, mas nunca houve, com certeza nunca houve'', afirmou. O ministro trabalhou intensamente nas quatro candidaturas de Lula à Presidência da República (89, 94, 98 e 2002). Bastos minimizou ainda a importância de uma CPI sobre o tema. Anteontem, congressistas de oposição sugeriram a instalação da CPI.
Outro citado na reportagem da ''Veja'', o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) negou ter entregue a um emissário do PT, na campanha presidencial de 2002, um dossiê sobre o economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil e ex-caixa de campanhas eleitorais tucanas, com denúncias que foram divulgadas na imprensa, supostamente para atingir o então presidenciável José Serra (PSDB).


