LondresA ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher desistiu de viajar para as ilhas Malvinas (Falkland, para os britânicos), no Atlântico sul, a fim de participar das cerimônias do 20º aniversário do fim da guerra com a Argentina, previstas para junho. A viagem seria ‘‘cansativa’’, informou sua assessoria de imprensa ontem.
À frente do Executivo britânico entre 1979 e 1990, Thatcher decidiu lançar as tropas britânicas ao ataque depois que o regime do general argentino Leopoldo Galtieri invadiu o arquipélago em 2 de abril de 1982.
Em uma carta enviada ao governo das Malvinas, a ‘‘dama de ferro’’, de 76 anos, informa que desistiu da viagem para as cerimônias de 14 de junho, data em que as tropas argentinas se renderam depois de 74 dias de conflito armado.
‘‘Apesar de gozar de boa saúde, sinto que a viagem seria cansativa para mim e muito mais para Denis (seu marido, de 86 anos), e sei que não gostaria que fosse sem ele’’, escreveu Thatcher.
Segundo a assessoria, Thatcher tomou tal decisão antes do ataque cerebral que sofreu no outono passado.
Margaret Thatcher teve que ser hospitalizada durante dois dias.
Justamente ontem, o ex-ministro suíço das Relações Exteriores, Eduard Brunner, afirma ao jornal britânico Daily Telegraph que o ‘‘rancor’’ de Margaret Thatcher em relação aos argentinos foi a causa do fracasso das conversas de 1984 na Suíça destinadas a reiniciar as relações entre Londres e o governo democrático argentino, liderado pelo ex-presidente Raúl Alfonsín, que assumiu o poder em dezembro de 1983.
No dia 1º de agosto de 2001, Tony Blair realizou a primeira visita de um chefe de Governo britânico à Argentina desde o fim da guerra.
O conflito bélico causou 897 mortes: 642 argentinos e 255 britânicos.

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