O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PSDB), registrou ontem de manhã, no Cartório de Títulos e Protestos da cidade, uma declaração em que se compromete a renunciar qualquer reajuste salarial para ele que a Câmara de Vereadores venha a aprovar até o final do seu mandato. Tezelli foi pessoalmente ao cartório. Na sexta-feira, ele já havia vetado o projeto aprovado pela Câmara que lhe dava 73% de aumento.
O vice-prefeito Márcio Nunes (PTB) também assinou a renúncia ao aumento de 1.733% aprovado para o cargo, que não tem função na prefeitura. Para os vereadores, o reajuste proposto pela Câmara foi de 58%. Tezelli disse que resolveu registrar a renúncia ao aumento em cartório para pôr fim a comentários de que ele estaria interessado no reajuste. O aumento foi aprovado na Câmara por oito votos, dos quais cinco foram dados por vereadores que apóiam o prefeito.
‘‘Alguns vereadores merecem ganhar até o dobro, mas outros não merecem nem R$ 1,00’’, disse o prefeito no cartório. O veto de Tezelli, que considerou o aumento inconstitucional e contrário ao interesse público, pode ser votado ainda esta semana, em sessões extraordinárias. Para que o veto seja derrubado, basta que os vereadores repitam os oito votos que aprovaram o projeto. A expectativa entre o grupo que defende o reajuste é que a votação favorável ao aumento seja ainda maior, uma vez que o voto será secreto, como prevê o regimento interno da Câmara. A proposta eleva o salários dos 15 vereadores e R$ 1,59 mil para R$ 2,52 mil.

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