A reforma promovida pelo prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), resultou em mudanças em duas das dez secretarias e a extinção de uma pasta. Foram anunciadas ontem as saídas dos secretários José Haito Doi (Saúde e Ação Social) e Roberto Ribeiro de Castro (Fiscalização, Controle de Ouvidoria) e o fim do Governo Interativo, que era comandado pelo ex-prefeito José Pochapski.
O substituto de Doi ainda não estava definido até o final da tarde de ontem. ‘‘Fizemos um convite e estamos aguardando a resposta’’, disse o coordenador geral da prefeitura, o vice-prefeito Getúlio Ferrari Júnior (PPS), que passou a responder interinamente pela pasta. Já a fiscalização será acumulada pelo procurador geral Robervani Pierin do Prado.
Com a extinção do Governo Interativo, Pochapski acabou assumindo a vaga de diretor da Secretaria de Educação. Na prática, isso significa um rebaixamento, uma vez que ele caiu do primeiro para o segundo escalão. O chefe de gabinete José Eugênio Maciel vai assumir o cargo de superintendente da Previdência Municipal (Previscam).
No lugar de Maciel no gabinete assume o secretário executivo do Procon, Ricardo Borges. No Procon entra Silvano Jardim, outro que estava no extinto Governo Interativo. Tezelli havia pedido que todos os secretários pedissem demissão porque ele estava descontente com o desempenho de alguns setores da prefeitura.
Ferrari Júnior disse ontem que a prefeitura está estudando um novo programa para substituir o Governo Interativo, que fazia um contato direto com as associações de moradores. Ele também afirmou que ficou para final do ano um remanejamento entre os atuais secretários Ademir Moro Ribas (Infra-Estrutura e Meio Ambiente) e Ricardina Dias (Planejamento).
Tezelli já adiantou que deve apresentar ainda este ano uma reforma administrativa na prefeitura para recriar as secretarias municipais de Esportes, de Cultura e de Agricultura. As três foram extintas pelo próprio Tezelli no mandato anterior.

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