Tezelli critica venda da Sanepar
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de dezembro de 1998
Sid Sauer 
O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PSDB), criticou a forma como o governo do Estado vem conduzindo o processo de privatização da Sanepar. Como querem vender a Sanepar se o principal patrimônio da empresa são as concessões dos municípios para a exploração dos serviços de abastecimento de água e coleta de tratamento de esgoto?, indaga.
Não entendo porque até agora os municípios foram deixados de lado, diz. Ouvimos dizer que está sendo vendido isso e aquilo, mas ficamos totalmente alheio ao processo. Uma das coisas que o prefeito de Campo Mourão quer saber é como vai funcionar a Sanepar após a privatização. Não fomos informados de nada, reclama.
Tezelli também acha que os municípios podem ter direito a receber alguma coisa pela venda da companhia de saneamento do Estado. Muitos investimentos foram feitos em parcerias com o governo federal e com contrapartidas das prefeituras, destaca. Além disso, do que adianta toda a estrutura implantada na cidade sem a concessão do município? Será que a concessão não vale nada?, completa.
Em Campo Mourão, a Sanepar tem concessão para explorar os serviços até 2036. O contrato iria até 2004, mas foi prorrogado quando a Sanepar iniciou novos investimentos na cidade. Tezelli lembra que a concessão dá à Sanepar isenção de todos os impostos municipais, mas a prefeitura não recebe o mesmo tratamento.
Tezelli é o segundo prefeito a questionar a venda da companhia. O prefeito de Londrina, Antônio Belinati (sem partido), disse que pode impedir a venda da Sanepar porque o contrato da empresa com a prefeitura impede que o controle acionário dela seja vendido sem a autorização do município. O contrato foi assinado há 25 anos, quando o prefeito de Londrina era José Richa. Essa cláusula não existe no nosso contrato, frisa Tezelli.


