O governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), anunciou ontem a unificação do teto do funcionalismo público estadual em R$ 9,6 mil. ‘‘Só na administração direta, encontrei 440 pessoas ganhando mais do que isso’’, disse Garotinho. Segundo ele, o novo limite resultará numa economia de R$ 12 milhões anuais. A assessoria do governador informou que, anteriormente, o teto de R$ 9,6 mil - que toma o salário do governador como base - valia apenas para o Poder Executivo, e não era respeitado. O Judiciário e o Legislativo tinham teto de R$ 12,7 mil. ‘‘Essa medida vai valer para todos os funcionários. Ninguém vai ganhar mais do que R$ 9,6 mil’’, disse Garotinho. O Estado do Rio tem cerca de 480 mil funcionários públicos.
‘‘Vocês vão me fotografar no Alvorada’’, afirmou o governador duas vezes ao posar para fotos no gabinete. O governador determinou que os funcionários cedidos a outras instituições voltem a seus postos em 30 dias. Caso contrário, poderão ser punidos por abandono de emprego. ‘‘Só com isso, teremos uma economia de R$ 40 milhões’’, afirmou. Garotinho revogou cinco decretos de seu antecessor, Marcello Alencar (PSDB), publicados no ‘‘Diário Oficial’’ do Estado em 31 de dezembro.
Garotinho não compareceu à posse do presidente Fernando Henrique anteontem em Brasília. Ele integrou o grupo de 12 governadores que deixou de participar da cerimônia. Desses, sete são de partidos de oposição ou se anunciaram oposicionistas.

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