Teto do funcionalismo no RJ é fixado em R$ 9,6 mil
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domingo, 03 de janeiro de 1999
Fernanda da Escóssia Agência Folha 
O governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), anunciou ontem a unificação do teto do funcionalismo público estadual em R$ 9,6 mil. Só na administração direta, encontrei 440 pessoas ganhando mais do que isso, disse Garotinho. Segundo ele, o novo limite resultará numa economia de R$ 12 milhões anuais. A assessoria do governador informou que, anteriormente, o teto de R$ 9,6 mil - que toma o salário do governador como base - valia apenas para o Poder Executivo, e não era respeitado. O Judiciário e o Legislativo tinham teto de R$ 12,7 mil. Essa medida vai valer para todos os funcionários. Ninguém vai ganhar mais do que R$ 9,6 mil, disse Garotinho. O Estado do Rio tem cerca de 480 mil funcionários públicos.
Vocês vão me fotografar no Alvorada, afirmou o governador duas vezes ao posar para fotos no gabinete. O governador determinou que os funcionários cedidos a outras instituições voltem a seus postos em 30 dias. Caso contrário, poderão ser punidos por abandono de emprego. Só com isso, teremos uma economia de R$ 40 milhões, afirmou. Garotinho revogou cinco decretos de seu antecessor, Marcello Alencar (PSDB), publicados no Diário Oficial do Estado em 31 de dezembro.
Garotinho não compareceu à posse do presidente Fernando Henrique anteontem em Brasília. Ele integrou o grupo de 12 governadores que deixou de participar da cerimônia. Desses, sete são de partidos de oposição ou se anunciaram oposicionistas.


