Teto de gastos elevado ajuda a justificar contas
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quinta-feira, 29 de julho de 2004
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
O medo da prestação de contas após as eleições de outubro está fazendo com que representantes de alguns partidos políticos de Londrina rejeitem o teto de R$ 50 mil nas campanhas para vereador. A proposta foi feita pelo fórum de discussões Pés Vermelhos Londrina Ética, e faz parte de uma campanha que já conta com nove siglas favoráveis ao teto.
Nos partidos que não aceitaram a proposta, o PT e o PCdoB são os que registram maior teto de gastos com os candidatos ao Legislativo: R$ 150 mil cada um, com cada candidato. O presidente do diretório municipal do PT, Jacks Dias, alegou que o valor, a ser arrecadado por cada um dos concorrentes, é uma forma de evitar problemas com cifras ultrapassadas na prestação de contas. ''A determinação dos R$ 150 mil não significa necessariamente o volume de campanha'', disse.
Candidatado à reeleição e presidente do PSDB em Londrina, o vereador Tercílio Turini também acha pouco viável que a Executiva derrube os R$ 90 mil em favor dos R$ 50 mil sugeridos pelo fórum de discussões. De acordo com ele, o valor ''foi definido por um grupo de candidatos, porque a prestação de contas hoje em dia está muito rigorosa'', apontou, destacando que a coligação do PSDB à prefeitura vai arcar com parte dos gastos de materiais dos candidatos a vereador. A sigla conta com 23 nomes.
O presidente do PCdoB, Sinival Pitaguari, disse que os dois únicos candidatos do partido não têm '''nem R$ 5 mil arrecadados até agora'', dos R$ 150 mil que declararam como teto. ''O Código Eleitoral permite que os candidatops recebam ajuda de pessoa física ou jurídica; alguns fazem eventos para arrecadar fundos, mas ajudamos com uns 30%'', disse. Quanto à proposta do Fórum, é irredutível: ''O limite é a própria coligação que deve estabelecer, pois legalmente não se precisa limitar nada'', resumiu.


