Testemunhas serão ouvidas em Palmeira
Três testemunhas foram ouvidas pela Polícia e devem ser intimadas pela Justiça de Palmeira: o policial rodoviário Gerson de Souza Santos, que atendeu a ocorrência; Deonísio Krasowski, que diz ter visto o acidente; e José Domingos Baumgartner, que dirigia nas proximidades. O policial resumiu-se a confirmar o acidente e o incêndio ocorrido em seguida da colisão. Baumgartner disse que não viu o acidente porque naquele momento estava fazendo uma curva, mas que depois parou para atender os motoristas envolvidos.
O depoimento mais contundente foi o de Deonísio Krasowski. Ele afirmou que, momentos antes da batida, foi ultrapassado pelo carro do ex-secretário. Conforme o relato, o carro de Magalhães dos Santos desgovernou-se e derrapou para a pista contrária ao iniciar uma curva. O carro do secretário colidiu com o caminhão Mercedes Benz (AFM-7605), conduzido por João Agenor da Silva, 53 anos. O caminhão incendiou-se com a colisão e Osvaldo Magalhães morreu no local. O corpo, mutilado, ficou irreconhecível, e o carro destruído.
O acidente que matou o ex-secretário do governador Jaime Lerner ocorreu no feriado de 7 de setembro. A chuva incessante deixou a pista escorregadia. Magalhães dos Santos rumava de sua chácara em Palmeira para Curitiba. O secretário de Esporte e Turismo tinha 38 anos e foi responsável pela criação dos Centros de Excelência do Esporte e dos Jogos Mundiais da Natureza. Quando presidente da Banestado Leasing, Magalhães foi acusado pela concessão de empréstimos, sem garantia, que deram prejuízo de mais de R$ 400 milhões à instituição. (L.D)





