Arquivo FolhaTime do ‘‘ex’’O ex-ministro da Justiça, Íris Rezende: testemunha de acusação...O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nilson Naves, começa a ouvir hoje as testemunhas que acusam o presidente Fernando Henrique Cardoso e dois de seus ministros - dos Transportes, Eliseu Padilha, e o ex-ministro da Justiça Íris Rezende - de uso da máquina pública para conseguir votos favoráveis à sua reeleição na convenção nacional do PMDB, realizada no dia 8 deste mês.
Até quarta-feira, Naves deverá ouvir também os depoimentos de seis pessoas indicadas pela defesa de Fernando Henrique, entre eles o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). O primeiro a depor, indicado pelos partidos de oposição, seria o ex-presidente Itamar Franco, que está em Washington e mandou avisar que não vem (Leia nesta página).
O ministro Naves decidirá hoje se intima Itamar a depor. Ele lembrou que a Lei Complementar 64, de 1990, que trata dos casos de inelegibilidade, estabelece que as testemunhas indicadas pela defesa ou pela acusação comparecem sem intimação. ‘‘Quando a pessoa indicada não vem, pode ser interpretado como desistência’’, disse. ‘‘Mas a lei faculta ao corregedor a possibilidade de convocar pessoas para depor e neste caso a testemunha não pode se eximir de prestar depoimento’’.

Arquivo FolhaDo contra...juntamente com o ex-ministro dos Transportes, Eliseu PadilhaÀ tarde, Naves ouvirá o senador Roberto Requião (PMDB-PR) e o ex-vereador peemedebista de Juiz de Fora (MG) João Carlos Arantes. Os dois são testemunhas da acusação e trabalharam, na convenção do partido, pela tese de candidatura própria do PMDB à Presidência da República nas eleições deste ano.
Amanhã serão ouvidas as testemunhas apresentadas pelos acusados: o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luiz Carlos Mendonça de Barros, o secretário de Fazenda de Santa Catarina, Nelson Weddekin, e o deputado Michel Temer.
Na quarta-feira prestarão depoimentos os dois líderes do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), e no Senado, Jáder Barbalho (PA). O último a ser ouvido será o ex-ministro da Agricultura Dejandir Dalpasquale, totalizando seis depoimento de defesa.
A principal acusação são supostas negociações com o governo do PMDB de São Catarina. Em troca de votos, o governo teria liberado recursos federais e autorizado a rolagem da dívida do estado. Além dos testemunhos, o ministro Naves irá se basear em informações encaminhadas pelo Banco Central e Banco do Brasil sobre as finanças de Santa Catarina, e pretende julgar as representações no plenário do TSE até o final de maio.

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