Testemunha esquecida teme pela vida Arquivo FolhaPauta apertada impediu depoimento de uma das testemunhas Israel Reinstein De Curitiba O fim da CPI foi o começo de uma grande dor de cabeça para Márcio (nome fictício). Convocado pela Promotoria de Investigações Criminais, como uma das testemunhas que acrescentariam novos fatos na transação de drogas e desmanches, ele foi esquecido após os esclarecimentos do secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira. ‘‘Eu não queria vir aqui, mas o promotor Paulo Kessler insistiu e depois me abandonou’’, reclamava na madrugada de ontem, ao deputado federal Roque Zimmermann (PT-PR). Ontem à tarde, o deputado informou que ele conseguiu proteção da Polícia Federal. Márcio disse que poderia acrescentar outras acusações contra os delegados Ricardo Noronha, Newton Tadeu Rocha e alguns investigadores citados em depoimentos anteriores. Mesmo com essas informações, Márcio não foi ouvido, porque a CPI estava com sua agenda sobrecarregada. Ele tentou que o deputado federal Celso Russomano (PPB-SP) conseguisse alguma proteção para ele, porém Russomano apenas entregou um cartão de visitas, pedindo que telefonasse mais tarde.