Brasília - O sushiman Anderson Ângelo Gonçalves, o ‘‘Jack’’, disse ontem à CPI dos Bingos que ouviu o empresário angolano de casas de bingos José Paulo Teixeira, o Vadinho, e integrantes do PT tramarem o assassinato do então prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT – morto a tiros em setembro de 2001.
  Em depoimento fechado, Gonçalves disse ainda que o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) teria tentado convencê-lo a não testemunhar a conversa. À época, o escritório de advocacia de Thomaz Bastos atendia à família do prefeito. Segundo o relato de senadores, Gonçalves disse que as conversas entre Vadinho e os integrantes do PT ocorreram em um bingo em Campinas, onde ele trabalhava como garçom e morava.
  ‘‘Essas pessoas se reuniram e discutiram uma operação para eliminar o prefeito’’, disse o líder da minoria no Senado, Álvaro Dias
(PSDB-PR): ‘‘Segundo ele [o sushiman], Vadinho reclamou que o prefeito Toninho do PT estava atrapalhando diversos negócios dele na cidade’’.
  Atual sócia do escritório de advocacia que pertenceu a Thomaz Bastos, a advogada Dora Cavalcanti afirmou que é ‘‘surreal’’ a declaração do sushiman. ‘‘O escritório apresentou três petições para que fosse tomado o depoimento dele’’, disse Dora. ‘‘Os próprios promotores do caso do prefeito Toninho cogitam que esse senhor (Gonçalves) tenha distúrbios psicológicos’’.

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