Testemunha envolve petistas em crime
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quarta-feira, 03 de maio de 2006
Adriano Ceolin<br> Folhapress 
Brasília - O sushiman Anderson Ângelo Gonçalves, o Jack, disse ontem à CPI dos Bingos que ouviu o empresário angolano de casas de bingos José Paulo Teixeira, o Vadinho, e integrantes do PT tramarem o assassinato do então prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT morto a tiros em setembro de 2001.
Em depoimento fechado, Gonçalves disse ainda que o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) teria tentado convencê-lo a não testemunhar a conversa. À época, o escritório de advocacia de Thomaz Bastos atendia à família do prefeito. Segundo o relato de senadores, Gonçalves disse que as conversas entre Vadinho e os integrantes do PT ocorreram em um bingo em Campinas, onde ele trabalhava como garçom e morava.
Essas pessoas se reuniram e discutiram uma operação para eliminar o prefeito, disse o líder da minoria no Senado, Álvaro Dias
(PSDB-PR): Segundo ele [o sushiman], Vadinho reclamou que o prefeito Toninho do PT estava atrapalhando diversos negócios dele na cidade.
Atual sócia do escritório de advocacia que pertenceu a Thomaz Bastos, a advogada Dora Cavalcanti afirmou que é surreal a declaração do sushiman. O escritório apresentou três petições para que fosse tomado o depoimento dele, disse Dora. Os próprios promotores do caso do prefeito Toninho cogitam que esse senhor (Gonçalves) tenha distúrbios psicológicos.


