São Paulo -A testemunha mantida sob proteção - que encaminhou o documento ao MPE - também escreveu uma carta para os promotores de Santo André, na qual fez queixas e também referências ao Comendador. ''Dr. Roberto, estou pensando, sinceramente, em ir embora daqui (Provita). (...) Eu já estou cansada de viver aqui dentro, estou pagando um preço muito alto para continuar com a minha dignidade'', diz na carta.
Em outro trecho, a testemunha se refere a um homem, Joacir das Neves, que dizia ser ''pistoleiro de Arcanjo''. Joacir teria revelado à testemunha que Gomes e seu ex-sócio Ronan Maria Pinto faziam parte da quadrilha e sabia até qual o tipo de arma usada para matar o prefeito. Essa informação foi veiculada amplamente pela imprensa, na época do crime.
Mas chama a atenção dos promotores a apreensão de papéis das empresas de ônibus Expresso Nova Cuiabá e Sol Bus, que pertenceram a Ronan e a sua mulher, Terezinha Fernandes Soares Ponto, num imóvel do Comendador. Os documentos foram localizados numa apreensão, em Cuiabá (MT), feita pelo Ministério Público Estadual de Mato Grosso e da Procuradoria da República.
Ronan afirmou não ter nenhuma relação pessoal ou comercial com Comendador. Disse ainda que vendeu as empresas em 2001 e 2002 e seu ex-sócio nas empresas lhe contou que os documentos apreendidos no imóvel são os mesmos enviados a uma empresa de factoring, à qual eles pediram um empréstimo que acabou não concedido.

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