O coordenador do setor de multas da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU, ex-Comurb), Clécio Marchese, afirmou ontem que não tem conhecimento que o programa de computador para o controle de multas feito pela empresa do ex-delegado Regional do Trabalho, Celso Costa, Celta System, tenha sido utilizado pela Comurb.
Marchese prestou depoimento ontem na 3 Vara Criminal, como testemunha de acusação na ação que denuncia o ex-delegado e outros seis réus, pelo desvio de R$ 49 mil da extinta companhia. A ação gerou a decretação da prisão preventiva de Costa, no dia 24 de setembro, acusado de fraudar assinaturas e carimbos, e de ter coagido testemunhas.
''A CMTU sempre utilizou o programa do Detran, desenvolvido pelo Selepar. Cidades como Curitiba e Foz do Iguaçu também utilizam esse programa (de controle de multas). Existe um contrato para utilização'', afirmou Marchese, que trabalha na companha desde 1998. A licitação foi aberta em abril de 1999.
Em entrevista à Folha, na última segunda-feira, o ex-delegado afirmou que o serviço licitado foi prestado. ''Tenho pilhas e pilhas de documentos que comprovam que prestei o serviço e que fiz o treinamento do pessoal'', disse.
O sócio-proprietário da Teóphilo e Batistella, João Cláudio Batistela, também testemunha de acusação, não deu declarações à imprensa. Conforme a documentação anexada ao processo pelo Ministério Público (MP), a empresa teria participado da licitação. No entanto, Batistella teria reafirmado ontem ao juiz José Marcos de Moura, as declarações dadas ao MP, em que teria dito que não participou da concorrência.
O juiz também está analisando um pedido de revogação da prisão do ex-delegado ajuizado pelo advogado de Costa, João dos Santos Gomes Filho.

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