Testemunha contra padre Adelino não aparece para depor
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terça-feira, 25 de setembro de 2001
Sid Sauer<br> De Barbosa Ferraz 
O lavrador Cícero Almeida Pedroso, uma das principais testemunhas de acusação contra o prefeito cassado de Mariluz (35 km a sudoeste de Umuarama), padre Adelino Gonçalves (PMDB), não compareceu ontem de manhã ao Fórum de Barbosa Ferraz. Ele deveria prestar novo depoimento à Justiça, mas foi adiado para o dia 19 de outubro. Padre Adelino é acusado de ser o mandante de um duplo assassinato em Mariluz.
O juiz de Barbosa Ferraz, José Roberto Silvério, disse que para o dia 19 de outubro vai mandar a polícia conduzir a testemunha até o Fórum. Pedroso mora em um sítio em Luiziana. A reportagem da Folha esteve na casa dele ontem de manhã e foi informada pela a família que ele tinha saído de casa para prestar depoimento.
O primeiro depoimento de Pedroso foi anulado pela Justiça porque foi feito sem a presença da defesa de Adelino. Segundo o advogado do ex-prefeito, Eliseu Auth, Pedroso também apresentou contradições em depoimentos feitos na delegacia e no Fórum. E numa fita de vídeo ele aparece desmentindo a versão contada à Justiça. ''Espero que agora ele diga a verdade'', ressaltou.
O depoimento de Pedroso é considerado importante porque ele disse ter visto o padre conversando em Corumbataí do Sul com o ex-sargento José Lucas Gomes poucos dias antes do crime. Gomes foi o autor dos disparos que mataram, em fevereiro, o vice-prefeito de Mariluz, Ayres Domingues (PPS), e o presidente do diretório municipal do PPS, Carlos Alberto de Carvalho. Padre Adelino chegou a ficar 148 dias preso em Curitiba por causa do crime.


