Jackson Proença Testa pediu demissão ontem da função de professor de Economia e a exoneração do cargo de reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ele trabalhava na UEL há 22 anos e, ao se desligar da instituição, evita o constrangimento de depor em processos administrativos que serão instaurados pelo Conselho Universitário para apurar denúncias de irregularidades contra sua administração. Testa estava afastado da reitoria por determinação do governo do Estado. O reitor temporário, Pedro Gordan, anunciou que vai abrir o processo sucessório na UEL em 30 dias, e garantiu que não será candidato.

Testa foi afastado depois que uma comissão de investigação do conselho apontou 16 indícios de irregularidades contra a administração, como superfaturamento de obras, irregularidades na distribuição de funções gratificadas, além de gastos publicitários suspeitos.

Testa impetrou um mandado de segurança no Tribunal de Justiça (TJ), mas não obteve liminar para o pedido de recondução ao cargo. ''Vou pedir desistência da ação por falta de objeto. Foi uma decisão pessoal dele, que pegou todos de surpresa'', afirmou o advogado de Testa, Antonio José Mattos do Amaral.

O ex-reitor afirmou que deixa a universidade de consciência tranquila e já tem convites para trabalhar em outras instituições. ''Vou descansar na convivência de minha família, que sofreu essas consequências. Depois volto à minha atividade profissional; já tenho convites'', resumiu.

Mais uma vez, Testa afirmou que a comissão teve 45 dias para levantar denúncias, mas não lhe deu o direito de defesa. ''Para fazer esse afastamento teria que haver sindicância, processos administrativos, a tipificação e qualificação do dolo, mas isso não ocorreu.''

Segundo o ex-reitor, em dezembro do ano passado a UEL apresentou um superávit de R$ 12 milhões. ''Eu desafio qualquer um que me aponte uma universidade particular ou pública com esse desempenho financeiro'', afirmou Testa.

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