Um dos tesoureiros da campanha do prefeito Cassio Taniguchi (PFL) à reeleição, Mário Lopes Filho, prestou depoimento ontem ao Ministério Público (MP) estadual. Ele foi obrigado a deixar um registro de sua caligrafia para ser confrontada com a dos recibos entregues ao MP pelo diretório municipal do PMDB. O suposto livro-caixa do comitê do PFL tem uma movimentação de R$ 18,63 milhões realizadas por MLF - letras que coincidem com as iniciais do tesoureiro.
O depoimento durou cinco horas e teve momentos conturbados. No princípio, o tesoureiro negou que as fotocópias dos documentos fossem legítimas. Confrontado posteriormente com os originais, Lopes Filho recuou e pediu que a audiência fosse interrompida para que consultasse seus dois advogados.
Após a interrupção, Lopes Filho reiterou sua versão de que os documentos eram forjados. Os promotores solicitaram então que o tesoureiro deixasse registro de sua caligrafia para posterior análise. Alegando que o MP não teria competência para comparar os padrões gráficos, Lopes Filho somente concordou em deixar amostras após a chegada de dois peritos do Instituto de Criminalística. (R.S.)

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