Citado na ação movida pelo Ministério Público (MP) como responsável pelo Instituto Ômega, o zootecnista Edgard Pietraróia Filho nega que a Oscip seja uma empresa de fachada e diz que a entidade atua em várias frentes, como o rastreamento de animais. O profissional afirma não ter conhecimento profundo sobre o trabalho desenvolvido na área de educação infantil ou sobre gastos. Porém, admite que, como ex-presidente, teve de assinar papéis que comprovavam a execução de serviços e despesas.
Brasílio de Andrade Júnior, apontado como tesoureiro e secretário do Ômega, afirma que, em sua auditoria, o Tribunal de Contas (TC) foi à sede do instituto e pôde constatar não se tratar de empresa de fachada. Ele diz que a contratação seguiu trâmites previstos em lei e que o serviço foi devidamente prestado. "Temos mais de mil páginas de relatório", garante.
Sobre os gastos estranhos ao funcionamento da Oscip, ele diz que o instituto tem outras áreas de atuação, como realização de eventos e que a abertura de contabilidade ao TC não se restringiu aos serviços prestados em Arapongas. Afirmou, ainda, que a análise não foi concluída pelo TC e que não teria como falar mais porque não foi notificado pela Justiça.
O ex-prefeito de Arapongas Beto Pugliese elogia o "grande serviço" da Oscip, que "pode ser provado ao conversar com todas as educadoras ou pais das crianças que passaram pelo projeto Pequeno Grande Cidadão". "Eles ministraram cursos, a Secretaria de Educação acompanhou os trabalhos e os diplomas emitidos serviram para enriquecer o currículo das professoras. Pode haver exagero do MP nas colocações", justifica.
Sobre a realização de licitação, Pugliese explica que, quando entrou no certame, o instituto ainda não tinha reconhecimento como Oscip. (L.F.W.)

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