Tesoureiro da Al-Qaeda ficou 20 dias em Foz
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sexta-feira, 07 de março de 2003
Agência Estado 
Brasília- O tesoureiro da rede terrorista Al-Qaeda, Khalid Sheikh Mohamed, preso no sábado na cidade de Rawalpindi, no Paquistão, esteve em Foz do Iguaçu, no Brasil, por 20 dias, um ano depois de um atentado a um avião nas Filipinas, do qual ele foi apontado como um dos mentores. Considerado o terceiro homem na hierarquia da organização comandada por Osama bin Laden, Mohamed ainda não era apontado, na época, como líder terrorista, o que só se confirmou em 1998.
Mohamed entrou no Brasil no dia 4 de dezembro de 1995, pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, como turista, e portando um visto paquistanês. Seu retorno, no dia 24 do mesmo mês, foi pelo Aeroporto do Galeão, no Rio, e seu destino foi a Holanda, conforme registro da Polícia Federal e da divisão brasileira da Interpol.
No período de permanência no País, o tesoureiro da Al-Qaeda esteve por todo o tempo em Foz do Iguaçu, onde está concentrada uma das maiores colônias árabes do País e onde há a suspeita da existência de células de organizações terroristas. ''Como não havia suspeitas contra ele, não fizemos nenhum monitoramento de suas atividades'', explica um delegado da área de inteligência da PF.
Mohamed só passou a ser considerado suspeito de vários atentados a partir de 1998. O FBI (a polícia federal americana) e a Interpol descobriram que ele estava entre os terroristas que planejavam bombardear aviões comerciais, a partir de janeiro de 95, mesmo ano em que esteve em Foz.


