Tesoureiro admite que preenchia notas fiscais
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de julho de 2011
Loriane Comeli<BR>Reportagem Local 
O tesoureiro da Prefeitura de Tamarana, Claudemir Esteves de Carvalho, admitiu que não só mantinha em seu gabinete talonários em branco de notas fiscais de duas empresas que prestam serviços ao município como também preenchia os documentos. ''Eu achei que estava fazendo um favor para eles (empresas) e não sabia que estava errado, mas agora isso não vai acontecer mais'', disse Carvalho.
Segundo ele, os talões permaneciam no gabinete porque os responsáveis das empresas pediam que ele preenchesse os documentos e que depois passariam para buscar os blocos. ''Os talões ficam aqui uns três dias, uma semana''. Carvalho disse que preenchia os valores conforme determinado no empenho do serviço ou produto e, em seguida, liberava o pagamento aos representantes das duas empresas, que segundo a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Londrina ''contante e reiteradamente'' venciam licitações em Tamarana.
Na edição de ontem, equivocadamente, a reportagem publicou que os talões estavam no gabinete de Cleudemir Catai, secretário de Finanças de Tamarana.
Os talões de notas fiscais, assim como dezenas de documentos da Prefeitura de Tamarana e de outros 14 endereços no município - como supermercado da família do prefeito Roberto Siena (DEM), a casa dele e da mãe dele, e empresas que venceram licitações na Prefeitura - foram alvos de cumprimento da mandados de busca e apreensão anteontem expedidos pelo juiz da 1 Vara da Fazenda Pública de Londrina, Marcos Vieira. O prefeito está sendo investigado por possível enriquecimento ilícito e fraude em licitações. Em entrevista à FOLHA ontem, ele negou qualquer irregularidade.


