Terror fez crescer pressão mundial sobre informações
São Paulo - Depois do 11 de setembro, aumentou a pressão mundial para que todos colaborem no combate ao terrorismo e ao crime transnacional. Paraísos fiscais que não atendiam a solicitações formais de outros Estados agora se vêem obrigados a ajudar, sob pena de serem incluídos na lista negra do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), que reúne 48 países e exige legislações adequadas para facilitar a pesquisa sobre origem e destino do dinheiro.
Os US$ 300 milhões congelados estão na Suíça, EUA, França, Grand Cayman e Jersey. A ilha é o único lugar em que o valor preciso não foi apurado comunicado enviado em 1999 pela polícia de Jersey ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) calculava em ''aproximadamente US$ 100 milhões'' o dinheiro de Maluf bloqueado administrativamente.
''Jersey concordou com o pedido do Brasil, mas advogados de Maluf recorreram'', conta Claudia. ''A Corte de Jersey vai julgar se deve cooperar. Em caso positivo, vão mandar todos os documentos. Só aí vamos ter certeza de quanto tem lá para pedirmos a repatriação.'' O promotor de Justiça Silvio Marques, que investiga Maluf desde 2001, suspeita que o ex-prefeito internou pelo menos US$ 89 milhões por meio de um fundo que serviu de ponte com a Eucatex, empresa da família. (F.M.)





