Acabou às 17h desta sexta-feira o prazo dado pelo juiz federal Sérgio Moro para que o ex-presidente Lula se apresentasse na sede da Polícia Federal em Curitiba, no bairro Santa Cândida. Desde a última, ele está no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O repórter Guilherme Marconi, da Folha de Londrina, acompanha a movimentação de manifestantes pró e contra o petista. Veja o vídeo:



Nesta sexta, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Félix Fischer negou habeas corpus protocolado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para anular o decreto de prisão assinado pelo juiz federal Sérgio Moro. Conforme mandado de prisão expedido por Moro, Lula terá que se entregar à PF até as 17h desta sexta-feira (6). Na decisão na qual decretou a prisão, Moro explicou que Lula não ficará em uma cela "em atenção à dignidade cargo que ocupou". De acordo com o juiz, o ex-presidente deve ficar separado dos demais presos para "preservar sua integridade física e moral".

Em Curitiba, forças de segurança promoveram uma reunião para discutir o esquema de proteção em uma possível chegada do ex-presidente. O delegado da PF, Igor Romário de Paula, informou que "após às 17h, a polícia teria um mandado de prisão para cumprir". Ele garantiu que medidas estão sendo tomadas para evitar confrontos, caso seja necessário o cumprimento do mandado por parte dos policiais da PF. "Todo esforço está sendo feito agora para evitar qualquer tipo de confronto, preservando a segurança de todos os envolvidos.

"Isso (possibilidade de entrar em sede do sindicato onde Lula está) está sendo analisado por equipes que estão em São Paulo para não transformar o evento em tumulto. Até às 17h, estamos impedidos de abrir, depois ele pode ser preso a qualquer momento", disse Igor de Paula, que ainda lembrou que uma aeronave aguarda o ex-presidente para fazer o transporte até Curitiba.

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