Termina hoje à meia-noite o prazo para as filiações partidárias dos interessados em concorrer às eleições do ano que vem. Os partidos no Paraná fazem ‘plantão’ na expectativa de receber adesões de última hora.
O PTB antecipou-se à legislação eleitoral e já encerrou o prazo para novos ingressos. O ex-prefeito de Campo Mourão Rubens Bueno, que era do PSDB, e o secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Joni Varisco, assinaram ficha ontem. ‘‘Não temos mais surpresas’’, garante o presidente estadual do partido, Nelson Justus.
Os deputados federais Fernando Carli (ex-PDT) e Paulo Cordeiro (ex-PTB) confirmaram filiações no PPB e PFL, respectivamente, em cima da hora. Bem como o irmão do governador Jaime Lerner (PFL), Júlio Lerner, que assinou ficha no PST. Carli, que já estava filiado desde a última segunda-feira, fez suspense ao reunir-se com a direção do PSDB. O fiel-escudeiro da família Lerner ameçou ingressar na sigla do presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias.
Paulo Cordeiro recebeu o ‘‘sim’’ da direção nacional do PFL que, reunida ontem em Brasília, aceitou o seu pedido de filiação. A cúpula pefelista desconsiderou os 394 pedidos de impugnação protocolados contra o deputado, sob o comando de Luciano Pizzatto.
O presidente estadual do PFL, José Carlos Gomes Carvalho, disse ontem que Cordeiro ‘‘é bem-vindo e que o partido é democrático ao não aceitar vetos’’. Segundo ele, assim como o PTB, o PFL já está com os seus quadros formados para as eleições do ano que vem e que nenhuma filiação-surpresa está sendo esperada. As últimas aquisições do PFL foram o secretário de Segurança, Cândido Martins de Oliveira, e o presidente do Detran, Cesar Franco.
O PPB poderia ter ‘engordado’ na reta final das filiações, mas preferiu não abrir demais o partido a pedido da bancada estadual. Só o deputado Edson Silva Lino (ex-PSDB) e o ex-secretário da Agricultura José Carlos Tibúrcio foram aceitos pela sigla. Geraldo Cartário (PFL) e Hidekazu Takayama (PFL) foram ‘barrados’. A preocupação de ambos, que disputam a reeleição, é o alto número de votos (25 mil) necessários para se eleger no chapão defendido pelo grupo de Lerner. O PPB trabalha com a média de 15 mil.
PSDB e PDT, os dois partidos que mais minguaram com a filiação do governador no PFL, não têm esperanças de se recuperar no último dia para as filiações. O secretário geral do PSDB, Antenor Bonfin, diz que o esvaziamento do partido ‘‘era previsível, porém não desejável’’. O PSDB fica de olho nos deputados federais Basílio Villani e Renato Johnsson, que podem agravar a ‘revoada’.
O PMDB fica de plantão só por prevenção. Milton Buabssi diz que o último filiado foi Artagão de Mattos Junior, filho do conselheiro do Tribunal de Contas Artagão de Mattos Leão. O PT aguarda a filiação hoje de alguns ex-vereadores do interior e do ex-prefeito de Lindoeste Hermes da Fonseca. O partido já autorizou antecipadamente a entrada deles. (L.D.)

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