A diretora de Fiscalização do Banco Central, Tereza Grossi, vai ser mais uma vez afastada do cargo. O procurador da República no Distrito Federal, Guilherme Schelb, disse ontem que a sentença do juiz Rafael Paulo Soares, da 22ª Vara Federal de Brasília, determina o afastamento da diretora do cargo.
A sentença, dada em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público por conta da ajuda praticada pelo BC aos bancos Marka e FonteCindam, em janeiro de 1999, determina ainda a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico da diretora do BC, bem como a indisponibilidade de seus bens.
O Banco Central, segundo a secretaria da 22ª Vara da Justiça Federal em Brasília, deveria receber a notificação da sentença ainda ontem. Até o final da tarde o banco não havia se pronunciado sobre a questão. Sob o argumento de que o processo corre sob sigilo de justiça e que somente as partes envolvidas poderiam dar informações, a 22ª Vara não divulgou a decisão do juiz.
De acordo com o procurador, a quebra de sigilo e a indisponibilidade de bens também se aplicam ao ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes e aos ex-diretores da instituição, Cláudio Mauch (Fiscalização) e Demósthenes Madureira de Pinho Neto (Assuntos Internacionais). Segundo Schelb a sentença do juiz Rafael Paulo Soares também atinge o banqueiro Salvatore Cacciola, dono do banco Marka, que terá seu sigilo bancário, fiscal e telefônico quebrado assim como seus bens indisponíveis.

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