Em depoimento à CPI do Proer na Câmara, a diretora de Fiscalização do Banco Central, Teresa Grossi, admitiu ontem que, mesmo depois dos casos do Banco Nacional e do Banco Econômico, a fiscalização do BC até hoje não está preparada para exercer a inspeção dos bancos a contento. Segundo ela, somente em São Paulo, onde estão concentrados 90% do sistema financeiro, faltam aproximadamente 200 fiscais.

Para ter condições de fazer uma supervisão adequada hoje, ela disse que seriam necessárias mais 400 pessoas. A diretora reivindicou melhores salários e plano de carreira para evitar que, uma vez formado pelo Banco Central, os fiscais saiam para o mercado financeiro.

Segundo Teresa Grossi, em 1995, quando ocorreu a fraude no Nacional, com 652 contas fantasmas, a fiscalização no BC estava muito aquém das condições ideais de fazer investigações nos bancos. ''Problemas iguais podem ter acontecido em outros lugares'', admitiu.

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