Curitiba - Foi aprovado ontem, em primeira discussão, o projeto de lei que determina que empresas que participem de processos licitatórios do governo do Paraná paguem no mínimo o piso salarial regional a seus funcionários. De iniciativa do Poder Executivo, o projeto é alvo de críticas da oposição. ''É uma total incoerência o governo querer obrigar as empresas a pagar o mínimo regional e não pagar o aumento do funcionalismo'', disse o deputado Élio Rusch (DEM).
Caso entre em vigor, o projeto irá fazer com que faxineiras, serventes, copeiros e outros funcionários do Estado passem a receber pelo menos R$ 688,50. Atualmente o salário de uma faxineira terceirizada do governo estadual recebe R$ 500.
Antes de ser votado em segunda discussão, o projeto deverá seguir para a Comissão de Indústria e Comércio. Rusch também promete apresentar uma emenda que obrigará o governo a aplicar o mínimo regional no pagamento a servidores do quadro próprio. ''A proposta é que nenhum funcionário receba menos que o mínimo regional como salário base'', explicou.
Segundo Rusch, atualmente nenhum servidor recebe menos que o salário mínimo regional. ''Mas é importante que o salário base seja reajustado porque é sobre esse valor que incidem as gratificações'', contou.

mockup