Terceirizações consomem R$ 50 mi
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terça-feira, 20 de março de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina divulgou ontem ao final do dia, a portas fechadas e com números inconclusos, os dados anuais sobre terceirizações do Município. Ao todo, a administração admite 42 contratos celebrados a um custo de aproximadamente R$ 47,4 milhões em 12 meses - valor que não contempla, entretanto, os chamados contratos por demandas e as terceirizações dos serviços de tapa-buracos e de logística, previstos para ainda este ano. Só a Logística deve custar aos cofres municipais algo em torno de R$ 9 milhões em dois anos.
A divulgação vinha sendo solicitada pela imprensa há quase um mês, sem resultado. A exposição dos números ocorreu 15 dias após ser requisitada oficialmente pelo deputado federal Alex Canziani (PTB), que colocou em xeque se as terceirizações não causariam, em excesso, danos ao erário.
Apesar de nos números preliminares fornecidos pelo secretário municipal de Gestão Pública, Jacks Dias, constarem os gastos previstos e executados, a maior parte dos serviços não realizados por efetivos, mas por terceiros, ainda não é pública. Dias afirmou apenas se tratar de ''cerca de uma centena de contratos'', entre fornecimento de energia elétrica, água e telefone, e passagens áereas, rodoviárias e serviços de táxi a membros da administração. Pela última prestação quadrimestral de contas, entre terceirizados e serviços de terceiros são R$ 259 mi/ano - excluídos os quase R$ 50 mi da primeira modalidade, são quase R$ 212 milhões não informados. É nesse bolo também que estão as obras em execução, algo em torno de R$ 22 milhões, segundo Dias, mas com 20% de contrapartida pública municipal.
Nos dados sobre terceirizações, o secretário defendeu, com um resumo de menos de duas páginas - o ofício para o deputado tem 29 - que essa prática estaria gerando economia anual ''de R$ 5 mi a R$ 6 mi ao município, todo ano''. Nesse rol, ele listou os cerca de R$ 2,7 mi/mês da administração direta, entre serviços de segurança (R$ 346 mil/mês), alimentação/merenda (R$ 870 mil/mês), limpeza da prefeitura (R$ 524 mil/mês) e de prédios da Saúde (R$ 180 mil/mês, a serem expandidos este ano), transporte escolar (R$ 525 mil/mês, em 27 contratos), manutenção da frota (R$ 150 mil/mês) e fotocópias/impressão (R$ 32 mil/mês). Ainda devem entrar este ano os gastos com logística (R$ 9 mi/dois anos), tapa-buracos e produção de asfalto (valor indefinido) e poda de árvores (R$ 1,4 mi/ano).
Nos dados da administração indireta, o secretário apresentou R$ 15 milhões anuais consumidos em terceirizações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e do Fundo de Urbanização de Londrina (FUL) - R$ 864 mil/ano da Companhia, e R$ 16 mi do Fundo.
''À exceção do contrato da merenda (de novembro passado), os demais são de gestões anteriores à de Nedson, apenas com mudanças. A demanda da cidade aumentou, não temos como contratar mais efetivos, e, com seguros em vários contratos, mais suprimentos, a terceirização sai mais barata'', defendeu Dias.


