Além da suposta irregularidade apontada no pregão eletrônico para contratação de empresa de logística, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), Marcelo Urbaneja, ainda contestou o impacto da terceirização do serviço na folha de pagamentos. A categoria luta há seis anos por reposição salarial. A defasagem reivindicada é de mais de 30%.
''Os salários pagos aos funcionários de empresas terceirizadas, neste caso (da logística) R$ 180 mil, são computados na folha de pagamentos. Existe aí um aumento da folha mas não existe a recomposição salarial dos servidores, que é um direito constitucional. Quando a empresa diz que gasta um valor 'x' com funcionários, neste valor está embutido o lucro que a empresa tem'', argumentou.
Urbaneja defende que o aumento de servidores na área sairia mais barato do que a terceirização. ''Se você readequar, suprir a necessidade de funcionários, vai custar bem menos do que está sendo proposto aqui. Não podem contratar mas podem gastar com a terceirização?'', questionou. ''É uma política equivocada. Isto que estamos denunciando. A política equivocada de pessoal do prefeito Nedson (Micheleti). Ele investe em um serviço volátil. Esse serviço daqui dois anos, acaba'', concluiu.
Os secretários de Gestão Pública, Jacks Dias; de Fazenda, Wilson Sella, e o controlador Sinival Pitaguari, não foram localizados pela reportagem. (C.O.)

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